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Decisão Plenária - Defere o registro de candidatura de Nélio Alzenir Afonso Alencar para o cargo de Presidente do Crea-RO.
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Decisão Plenária - Defere o registro da candidatura de Antonio Moreira Barros para o cargo de presidente do Crea-RO.
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- 20/10/2014
Decisão Plenária - Indefere o registro de candidatura de João de Deus Oliveira Azevedo.
 
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RESOLUÇÃO Nº 502, DE 21 DE SETEMBRO DE 2007

Fixa os valores de registro de ART e dá outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA – Confea, no uso das atribuições que lhe confere a alínea “f” do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e

Considerando o que dispõe a Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, que instituiu a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART;

Considerando o que estabelece a alínea “p” do art. 27, combinada com o art. 70, da Lei nº 5.194, de 1966 e o disposto na Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004;

Considerando a necessidade de manter o equilíbrio econômico-financeiro do Sistema Confea/Crea e uniformizar os procedimentos requeridos para a cobrança das taxas devidas pelo registro de ART em nível nacional;

Considerando a necessidade de harmonização dos custos da anuidade, taxas, multas e serviços de forma mais justa,

RESOLVE:

Art. 1º Fixar os valores para registro de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART referentes a obras ou serviços de competência privativa de profissionais dos grupos da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, que serão recolhidas ao Crea pelo profissional ou pessoa jurídica, de acordo com a tabela a seguir:

NÚMERO DE ORDEM

VALOR DO CONTRATO/OBRA (R$)

VALOR

(R$)

1

Até 8.000,00

30,00

2

De 8.000,01 até 15.000,00

75,00

3

De 15.000,01 até 22.000,00

110,00

4

De 22.000,01 até 30.000,00

150,00

5

De 30.000,01 até 60.000,00

300,00

6

De 60.000,01 até 150.000,00

450,00

7

De 150.000,01 até 300.000,00

600,00

8

Acima de 300.000,00

750,00


§ 1º O valor da ART referente à execução incidirá sobre o seu valor da obra.

§ 2º O valor da ART referente a serviço incidirá sobre o valor do contrato, cujo valor não deverá ser inferior àqueles estabelecidos nas tabelas de honorários profissionais, registradas nos respectivos Conselhos Regionais.

Art. 2º O Crea poderá utilizar as tabelas auxiliares anexas, derivadas da tabela estabelecida pelo art. 1º.

Art. 3º Quando a atividade profissional especializada for contratada em subsídio à principal, a correspondente ART poderá ser registrada pelo valor global de cada contrato ou mensalmente, a partir do somatório dos respectivos valores contratuais mensais.

Art. 4º Fica instituído o valor de R$ 30,00 (trinta reais), observados os critérios de enquadramento definidos pelo Crea, a serem aplicados nos seguintes casos:

I – projeto, direção e execução de cada moradia popular;

II – elaboração de projetos, direção e execução de obras ou serviços para entidade beneficente;

III – no desempenho de cargo ou função técnica, em entidade pública ou privada;

IV – ao profissional que projetar, dirigir ou executar obra ou serviço residencial para uso próprio;

V – em caso de calamidade pública, oficialmente decretada;

VI – elaboração de projeto e/ou assistência técnica à agricultura familiar nos limites definidos pelo Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar – PRONAF;

VII – elaboração de projeto e/ou execução de serviços, enquadrados nos programas de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Pública dos Creas; e

VIII – vinculação, por co-autoria ou co-responsabilidade, total ou parcial, a uma ou mais ARTs já registradas.

Art. 5º Fica instituída a taxa de R$ 1,00 (um real) a ser aplicada ao registro de ART referente à emissão de cada receita agronômica ou inspeção técnica de segurança veicular.

Parágrafo único. Para o registro da ART deverá ser respeitado o valor mínimo conforme o item 1 da tabela constante do art. 1º.

Art. 6º O valor de registro de ART relativo à aplicação aérea de produtos agrotóxicos será cobrado com base no valor do contrato firmado entre o prestador do serviço e o produtor rural.

Art. 7º Fica instituído o valor de até R$ 30,00 (trinta reais) para os casos de retificação de ART.

Parágrafo único. O profissional ou empresa serão isentados do pagamento da taxa estabelecida no caput deste artigo nos casos em que:

I – não seja alterado o profissional responsável;

II – não seja alterada a empresa contratada;

III – não haja acréscimo no valor da taxa da ART;

IV – não ocorra alteração na atividade, no quantitativo ou valor do contrato;

V – a ART não tenha sido retificada anteriormente; ou

VI – não tenha sido emitida a Certidão de Acervo Técnico – CAT da ART a ser retificada.

Art. 8º Fica instituída a taxa de R$ 30,00 (trinta reais) quando do registro da ART de profissional que possui vínculo empregatício com empresa que tenha seção ligada ao exercício profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, desde que seja caracterizado como serviço executado para a própria empresa.

Art. 9º Fica instituído o valor máximo de R$ 10,00 (dez reais), destinado aos programas de interesse social, mediante a formalização de convênio com o Crea.

Art. 10. Fica instituído o valor de R$ 15,00 (quinze reais) a ser aplicado quando do registro de ART Múltipla Mensal – ART-MM, para cada contrato, nos termos da Decisão Normativa nº 058/1996-Confea, para as seguintes atividades:

I – Assistência técnica de qualquer espécie em aparelhos eletroeletrônicos;

II – Aterramento de instalações e equipamentos;

III – Instalação ou manutenção de antenas parabólicas (cada unidade);

IV – Concreto – fabricação e fornecimento (até 40,00m³) – por fornecimento;

V – Desinfecção, dedetização, higienização e conservação de ambiente;

VI – Desentupimento, desobstrução de esgoto, fossa e canalização;

VII – Manutenção de computadores, fax, máquinas de reprografia, centrais telefônicas e portarias, telefonia rural, portões eletrônicos, pára-raios, etc (para contratos de R$ 400,00 a R$ 4.000,00);

VIII – Fabricação e fornecimento de postes, lajes, muro e outros artefatos de cimento, bem como tijolos, telhas e demais materiais cerâmicos (para contratos de até R$ 4.000,00);

IX – Recarga e teste hidrostático de extintores;

X – Laudos de avaliação destinados às instituições financeiras;

XI – Elaboração de projeto e/ou assistência técnica a agricultura familiar, nos limites definidos pelo Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar – PRONAF.

Art. 11. A arrecadação bruta proveniente das ARTs recolhidas pelo Crea terá a seguinte distribuição:

I – vinte por cento para a Mútua, de acordo com o disposto no inciso I do art. 11 da Lei nº 6.496, de 1977;

II – doze por cento para o Confea, de acordo com o art. 28 da Lei nº 5.194, de 1966, e art. 2º da Lei nº 6.496, de 1977; e
III – sessenta e oito por cento para o respectivo Crea, conforme disposto no art. 28, combinado com o inciso IV do art. 35 da Lei nº 5.194, de 1966, e art. 2º da Lei nº 6.619, de 16 de dezembro de 1978.

Art. 12. A transferência relativa à arrecadação referida nos incisos I, II e III do art. 11 deverá ser realizada por via bancária, com partição na origem.

Art. 13. Ao Crea é vedada a criação de quaisquer outros ônus, além dos constantes desta resolução, ou a modificação dos critérios nela estabelecidos, cabendo à Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema – CCSS tomar as providências necessárias para seu cumprimento.

Parágrafo único. Constatada atividade não prevista nas tabelas auxiliares anexas a esta resolução, deverá o Crea fazer consulta ao Confea.

Art. 14. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União - D.O.U. e seus efeitos a partir de 1º de janeiro de 2008.

Art. 15. Ficam revogadas a Resolução nº 497, de 25 de agosto de 2006 e as demais disposições em contrário.


Brasília, 21 de setembro de 2007.

Marcos Túlio de Melo
Presidente

Publicada no D.O.U.de 27 de setembro de 2007 – Seção 1, pág. 140 e 141